
Apesar de tudo o que perdi este ano, existem coisas que ganhei.
Num telefonema, que posteriormente foi seguido de muitos almoços, ganhei uma "maninha".
Apesar de os nossos laços genéticos serem, do ponto vista legal, nulos ela preocupa-se comigo como se eu fosse um verdadeiro irmão mais novo. Ouve-me, aconselha-me e já me conhece bem ao ponto de antecipar aquilo que vou fazer.
E ainda temos a vantagem de falar sobre tudo. Desde a alegada (para mim não é alegada) homossexualidade do Homem-Aranha até aos vencimentos (inflacionados) dos representantes da Nação.
Segundo relatos que me chegam, a minha maninha está a pensar dar-me um "sobrinho/a". Fico à espera dessa grande surpresa tua e do teu maridão, mas sem pressões. Aqui o "tio" está com pouco dinheiro para prendas.
Pela paciência, atenção, carinho, amizade, preocupação e dedicação aqui deixo o meu mais profundo obrigado de um "maninho". Curioso é sermos ambos filhos únicos.
ps: Esqueci-me... chama-se Ângela.