
Faltam 4 horas para 2009 e estou em casa a pensar no que correu bem e mal neste 2008. Há um ano atrás estava também casa mas iludido. Iludido com pessoas e situações. Hoje apesar de não estar feliz neste dia, também sei que o sinto é real e não penso que controlo coisas que não controlo.
Começando pelo o que houve de mau. Problemas de saúde na familia, mais do que um e graves. Desilusões com relações que já tinham passado o prazo de validade. Outras desilusões que não valem a pena vir para aqui. O problema mestrado continua mas já com (algum) fim à vista. Assim de forma resumida, conta-se um ano que no seu geral foi de merda.
E agora o positivo. Relacionado com o meu lado académico. Artigos publicados por esse mundo fora. Sabe bem ver o nosso nome em bibliotecas que ficam no outro lado do planeta. Conferências. Saber que podemos argumentar com os melhores da área e ainda ficamos por cima. Novas pessoas. Muitas e de ramos diferentes. Às vezes encontram-se tesouros nos sitios mais improváveis. Os colegas no ISCTE nunca saberão o quão foram importantes para que eu mantivesse a sanidade mental. Também redescobri pessoas que o tempo se encarregou de melhorar substancialmente.
Olhando agora para isto, vejo que o ano poderia ter sido pior. Podia ter perdido o pai. Podia não ter publicado artigos. Podia não ter feito conferência. Podia estar a namorar com a mesma pessoa. Podia continuar iludido com outras pessoas. Podia não ter conhecido outras.
Acima de tudo penso que foi uma aprendizagem à bruta. A vida está constantemente a dar-nos avisos e toques para manter-mos os pés no chão. Às vezes não ouvimos. Às vezes julgamos que sabemos melhor. E pior de tudo, às vezes não ouvimos os nossos instintos.
Este ano encarregou-se de me abrir a pestana da pior maneira possível. Deixando-me bater no fundo. Bati e começo a sentir que aprendi. Muito mesmo.Ao mesmo tempo que tenho esta sensação de arrependimento de não ter resolvido situações mais cedo e não ter sido mais proactivo, também sinto que se não tivesse passado por estas situações não estaria onde agora estou. Agora não sentiria a liberdade que sinto. Nem a vontade que tenho para entrar no Mundo.
Não preciso de fugir para lado nenhum para me encontrar. Encontrei-me aqui e sozinho. Não preciso de 2 mil pessoas para me confortar para saber o que quero e quando quero. O erro foi sempre esse. Procurar noutros aquilo que só eu posso dar e descobrir.
A passagem de ano vai ser passada aqui. Com as poucas pessoas do costume. Não preciso de histerias e multidões para me sentir feliz, realizado e acompanhado. Faço-me forte da maneira como sempre me fiz, sozinho.
Para o próximo ano?
Não sei. Acima de tudo quero tentar fazer aquilo que me faz feliz e que me faz levantar da cama. Só peço uma coisa: nunca perder a capacidade e vontade para lutar. Se perder isso, perco tudo o que tenho.
Espero também o regresso de pessoas importantes.Que nunca irão saber que o são mas que me fazem ir em frente. Só isso será um enorme ganho. O resto virá por acréscimo.
Quero também começar os meus projectos e rodear-me de pessoas que estejam interessadas neles. E pessoas que me queiram bem.
Há um ano depositava muitas esperanças em 2008. Aprendi que futurologias não resultam.
Para 2009, não tenho esperanças nem expectativas. Aprendi o significado do que é viver um dia de cada vez. Foi esse "o" ensinamento de 2008.
O 2009 será para mim o ano para abrir asas e seguir em frente. Sei que só depende de mim e coragem para o fazer não falta.
Começando pelo o que houve de mau. Problemas de saúde na familia, mais do que um e graves. Desilusões com relações que já tinham passado o prazo de validade. Outras desilusões que não valem a pena vir para aqui. O problema mestrado continua mas já com (algum) fim à vista. Assim de forma resumida, conta-se um ano que no seu geral foi de merda.
E agora o positivo. Relacionado com o meu lado académico. Artigos publicados por esse mundo fora. Sabe bem ver o nosso nome em bibliotecas que ficam no outro lado do planeta. Conferências. Saber que podemos argumentar com os melhores da área e ainda ficamos por cima. Novas pessoas. Muitas e de ramos diferentes. Às vezes encontram-se tesouros nos sitios mais improváveis. Os colegas no ISCTE nunca saberão o quão foram importantes para que eu mantivesse a sanidade mental. Também redescobri pessoas que o tempo se encarregou de melhorar substancialmente.
Olhando agora para isto, vejo que o ano poderia ter sido pior. Podia ter perdido o pai. Podia não ter publicado artigos. Podia não ter feito conferência. Podia estar a namorar com a mesma pessoa. Podia continuar iludido com outras pessoas. Podia não ter conhecido outras.
Acima de tudo penso que foi uma aprendizagem à bruta. A vida está constantemente a dar-nos avisos e toques para manter-mos os pés no chão. Às vezes não ouvimos. Às vezes julgamos que sabemos melhor. E pior de tudo, às vezes não ouvimos os nossos instintos.
Este ano encarregou-se de me abrir a pestana da pior maneira possível. Deixando-me bater no fundo. Bati e começo a sentir que aprendi. Muito mesmo.Ao mesmo tempo que tenho esta sensação de arrependimento de não ter resolvido situações mais cedo e não ter sido mais proactivo, também sinto que se não tivesse passado por estas situações não estaria onde agora estou. Agora não sentiria a liberdade que sinto. Nem a vontade que tenho para entrar no Mundo.
Não preciso de fugir para lado nenhum para me encontrar. Encontrei-me aqui e sozinho. Não preciso de 2 mil pessoas para me confortar para saber o que quero e quando quero. O erro foi sempre esse. Procurar noutros aquilo que só eu posso dar e descobrir.
A passagem de ano vai ser passada aqui. Com as poucas pessoas do costume. Não preciso de histerias e multidões para me sentir feliz, realizado e acompanhado. Faço-me forte da maneira como sempre me fiz, sozinho.
Para o próximo ano?
Não sei. Acima de tudo quero tentar fazer aquilo que me faz feliz e que me faz levantar da cama. Só peço uma coisa: nunca perder a capacidade e vontade para lutar. Se perder isso, perco tudo o que tenho.
Espero também o regresso de pessoas importantes.Que nunca irão saber que o são mas que me fazem ir em frente. Só isso será um enorme ganho. O resto virá por acréscimo.
Quero também começar os meus projectos e rodear-me de pessoas que estejam interessadas neles. E pessoas que me queiram bem.
Há um ano depositava muitas esperanças em 2008. Aprendi que futurologias não resultam.
Para 2009, não tenho esperanças nem expectativas. Aprendi o significado do que é viver um dia de cada vez. Foi esse "o" ensinamento de 2008.
O 2009 será para mim o ano para abrir asas e seguir em frente. Sei que só depende de mim e coragem para o fazer não falta.


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