
A vida basicamente consiste num conjunto de decisões. A grande maioria delas são relativamente fáceis e não nos incomodam. Mas existem outras que nos obrigam a buscar força dentro de nós e que são bem mais dificeis. São essas mesmo que nos definem como pessoas e que nos ajudam a definir quem nós somos.
Existem duas formas de lidar com estas decisões: ou se enfrentam ou se evitam.
Evitar tomar decisões é a forma mais cobarde de lidar com questões que não queremos e muitas vezes é adiar o inevitável. Ao mesmo tempo é uma forma de evitar, aquilo que os militares chamam, danos colaterais. Tendo todos nós laços sociais, custa muitas vezes decidir coisas que serão melhores para nós mas que vão afectar terceiros. Nestes terrenos é muitas vezes dificil evitar o definir do "bom" e "mau" da fita. A questão depende sempre da perspectiva, prioridades e dos valores de cada um de nós.
Enfrentar a realidade de cara lavada é bem mais complicado. E também mais honesto. Será essa a frontalidade que nos ajuda a construir a felicidade? Será que a felicidade, ou a definição utópica que a acompanha, é um construir de realidades que nos agradam à nossa volta? Ou será que tudo aquilo que nos faz feliz depende sempre do contexto em que está inserido ou do momento em que o vivemos?
É dificil assumir que, como diriam os U2, "i still haven't fond what i'm looking for". Ou mais dificil ainda será olhar no espelho e dizer: "I don't know what i'm looking for" ou "i'm confused about what i'm looking for".
O grande problema das decisões dificeis é o caracter de irreversibilidade que estas têm. O saber que não se pode fazer "save as..." num momento da nossa vida e se correr mal podemos voltar atrás e corrigir, sobe a parada e muito.
Se calhar é esse o sabor de vitória que os aventureiros sentem quando são sucedidos. Souberam que arriscaram e ganharam e mesmo que não ganhem nada, a viagem soube-lhes bem.
Neste momento preparo-me para a aventura. Um passo no escuro, um voltar atrás no tempo. Ao mesmo tempo um libertar e renascer depois de muito tempo fechado na concha. Preparo-me para a aventura e penso: "espero que, pelo menos, a viagem saiba bem..."


3 comentários:
Também sabes que terás sempre companhia, não sabes?
E isso é, penso eu, um bom suporte para a vida...
Sei que se depender de ti, terei sempre companhia...
Obrigado :)
As decisões dificeis são as mais desafiantes...só passado muito tempo sabemos se foram acertadas ou não. É um risco q temos de correr e por isso mesmo, qualquer decisão tem de ser muito ponderada...
Pensa sempre muito bem, qualquer que seja a decisão final.
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