
Em limpezas no PC encontrei este texto escrito em Julho de 2003.
Na altura escrevi-o para alguém que ocupava um espaço dentro de mim e que já não o ocupa. Mas é interessante ver passados 5 anos a minha visão sobre o amor, talvez com alguma ingenuidade. Para a posteridade, aqui ficam os escritos.......
"Este ensaio era para se chamar guilhotina testicular, porque para nós os que levamos o amor como uma peça que encaixa dentro de nós e nos faz andar, ver a vida com cores de onde antes só saía preto e branco, amor ou melhor a falta dele ou retorno dele, faz-nos sentir a falta daquilo que mais desejamos.
Quando digo nós, refiro aquela percentagem talvez pequena, talvez não, de seres humanos do sexo masculino, que tem uma opção de vida, que é procurar algo para além do simples prazer fisico e imediato, e procurar uma companheira que nos preencha as “peças que faltam do puzzle” da nossa alma.
Mas o que tem isso do amor, para fazer tanta falta? Bem, amor dá-nos um sorriso estúpido para tudo o que façamos ou olhamos. Parece ridículo e é, porque ver alguém que acabou de chumbar a uma cadeira mas que continua a mostrar um sorriso completamente estúpido só porque alguém lhe ligou a dizer que era a coisa mais importante do mundo, não deveria ser normal e aí está a beleza de tudo. É que este sentimento não tem nada de racional.
Não tem nada de racional pois ficamos completa e totalmente sem qualquer capacidade de raciocínio. Torna-se numa droga que precisamos e sem qual não sabemos viver, comer, respirar. É como se ficassemos com 2 cérebros, 2 formas de pensar e agir, sendo aquela que aparece com o sentimento, e que não conseguimos compreender é muito mais forte e assustadora. Torna-nos frágeis, receosos e mais importante tira-nos o controlo sobre a nossa felicidade porque é como que se o nosso coração ficasse dependente da vontade e querer de outra pessoa.
Por isso ficamos tão frágeis, por deixarmos de controlar o destino que queremos e isso assusta-nos. Talvez será isso que nos torna tão felizes quando temos o retorno que procuramos, porque sentimos que ganhamos algo, apostamos e saiu certo.
E essa sensação de “consegui” é uma das maiores drogas de adrenalina, que já alguma vez existiram na Humanidade, e continua a ser, porque nos torna realizados e o amor talvez será só isso, a vitória do coração.
Não quero dizer com isto, que o amor será apenas conseguir algo, não... é mais do que isso é sentirmo-nos completos, encontrar a peça que nos falta, porque nos compreende e nos sente e precisa de nós tanto como nós precisamos dessa “parte”.
E que acontece quando amamos e não somos amados? Essa parte geralmente é aquela que muita gente fala mas ninguém quer imaginar (apesar de o imaginar muitas vezes) que a pessoa desejada pode não querer esse afecto. Como é possível que alguém não queira o nosso coração? Alguém que nós achamos tão especial e perfeito, estar a rejeitar-nos? Não é possível!
É essa desilusão que dá origem a centenas de filmes, e canções em que nos revemos e que nos põem a olhar para o luar pela janela, enquanto gotas de chuva batem no vidro, com o quarto às escuras e só o luar consegue revelar as lágrimas que correm pela cara abaixo......é geralmente o quadro que revela um “não” quando poucas horas antes daquela peça que supostamente iria encaixar na perfeição mas ao que parece pensa de maneira diferente.
Suportar essa tortura, de “tenho tanto para te dar e porque não queres? Porque rejeitas? Porque não sorris, me abraças e me levas à Lua?” torna-se insustentável.
Que fazer num situação destas? Muito sinceramente, não sei, porque se o soubesse, não saberia escrever este ensaio, que aos/às mais sensíveis já roubou 3 pacotes de Kleenex da carteira da mãe, mas que não pode ser dissociado da personalidade ou com prioridades de cada um. Existem pessoas que só querem brinquedos novos ou status e que não conseguem perceber o que escrevo aqui. Andam sempre com o sorriso arrogante, que parece que têm uma cassete com o “walking on sunshine” enfiado no rabo, e querem dar o parecer de superioridade, mas a minha resposta é só esta: “Irrita-me a felicidade de todos estes Homens que não sabem que são infelizes” – Fernando Pessoa (Inês, obrigado pelo livrinho).
Quer dizer, cada um sabe da sua vidinha, mas não conheço ninguém depois de provar (ou cheirar) o doce nectár do amor tenha ficado indiferente. É por isso que este sentimento tem essa força universal e que move tudo e nos faz contrariar a nossa natureza, racionalidadee às vezes dignidade.
Depois há sempre os artistas que têm as frases feitas do estilo “O que não falta aí é mulher”. Se fosse assim, oh Zé Pila-Mole, as pessoas não andavam aí pelos cantos a chorarem, deprimirem-se e até suicidarem-se, por se sentirem vazias e frias só porque a chama que as iluminava está longe ou nem se quer aproximar de nós.
Agora uma coisa eu sei. A vida tenta sempre tirar muito mais do que aquilo que nos dá e que cabe a cada de nós ir à luta e conquistar aquilo que, vos garanto, não vem parar ao colo caído do céu. Esta última parte, leva-nos às razões mais estúpidas porque algumas pessoas magoam outras.......”epa ele não é muito giro”, “ela é gorda”, “kero um gajo com ar surfista” (baseei-me numa rapariga da minha turma).....será que ainda ninguém percebeu que quando tivermos 50, não é o/a sex bomb (se ainda o forem) que vai à farmácia comprar os nossos medicamentos quando tamos doentes, nos dá o ombro para chorarmos e que vai até ao inferno para nos pôr um sorriso na cara....porque para isso é preciso AMOR, e não se ama quando se está vidrado nos genitais de alguém. Não confundam o que de mais puro existe com um orgasmo momentâneo, porque isso leva a que muitos transformem a sua vida num beco sem saída."
Quando digo nós, refiro aquela percentagem talvez pequena, talvez não, de seres humanos do sexo masculino, que tem uma opção de vida, que é procurar algo para além do simples prazer fisico e imediato, e procurar uma companheira que nos preencha as “peças que faltam do puzzle” da nossa alma.
Mas o que tem isso do amor, para fazer tanta falta? Bem, amor dá-nos um sorriso estúpido para tudo o que façamos ou olhamos. Parece ridículo e é, porque ver alguém que acabou de chumbar a uma cadeira mas que continua a mostrar um sorriso completamente estúpido só porque alguém lhe ligou a dizer que era a coisa mais importante do mundo, não deveria ser normal e aí está a beleza de tudo. É que este sentimento não tem nada de racional.
Não tem nada de racional pois ficamos completa e totalmente sem qualquer capacidade de raciocínio. Torna-se numa droga que precisamos e sem qual não sabemos viver, comer, respirar. É como se ficassemos com 2 cérebros, 2 formas de pensar e agir, sendo aquela que aparece com o sentimento, e que não conseguimos compreender é muito mais forte e assustadora. Torna-nos frágeis, receosos e mais importante tira-nos o controlo sobre a nossa felicidade porque é como que se o nosso coração ficasse dependente da vontade e querer de outra pessoa.
Por isso ficamos tão frágeis, por deixarmos de controlar o destino que queremos e isso assusta-nos. Talvez será isso que nos torna tão felizes quando temos o retorno que procuramos, porque sentimos que ganhamos algo, apostamos e saiu certo.
E essa sensação de “consegui” é uma das maiores drogas de adrenalina, que já alguma vez existiram na Humanidade, e continua a ser, porque nos torna realizados e o amor talvez será só isso, a vitória do coração.
Não quero dizer com isto, que o amor será apenas conseguir algo, não... é mais do que isso é sentirmo-nos completos, encontrar a peça que nos falta, porque nos compreende e nos sente e precisa de nós tanto como nós precisamos dessa “parte”.
E que acontece quando amamos e não somos amados? Essa parte geralmente é aquela que muita gente fala mas ninguém quer imaginar (apesar de o imaginar muitas vezes) que a pessoa desejada pode não querer esse afecto. Como é possível que alguém não queira o nosso coração? Alguém que nós achamos tão especial e perfeito, estar a rejeitar-nos? Não é possível!
É essa desilusão que dá origem a centenas de filmes, e canções em que nos revemos e que nos põem a olhar para o luar pela janela, enquanto gotas de chuva batem no vidro, com o quarto às escuras e só o luar consegue revelar as lágrimas que correm pela cara abaixo......é geralmente o quadro que revela um “não” quando poucas horas antes daquela peça que supostamente iria encaixar na perfeição mas ao que parece pensa de maneira diferente.
Suportar essa tortura, de “tenho tanto para te dar e porque não queres? Porque rejeitas? Porque não sorris, me abraças e me levas à Lua?” torna-se insustentável.
Que fazer num situação destas? Muito sinceramente, não sei, porque se o soubesse, não saberia escrever este ensaio, que aos/às mais sensíveis já roubou 3 pacotes de Kleenex da carteira da mãe, mas que não pode ser dissociado da personalidade ou com prioridades de cada um. Existem pessoas que só querem brinquedos novos ou status e que não conseguem perceber o que escrevo aqui. Andam sempre com o sorriso arrogante, que parece que têm uma cassete com o “walking on sunshine” enfiado no rabo, e querem dar o parecer de superioridade, mas a minha resposta é só esta: “Irrita-me a felicidade de todos estes Homens que não sabem que são infelizes” – Fernando Pessoa (Inês, obrigado pelo livrinho).
Quer dizer, cada um sabe da sua vidinha, mas não conheço ninguém depois de provar (ou cheirar) o doce nectár do amor tenha ficado indiferente. É por isso que este sentimento tem essa força universal e que move tudo e nos faz contrariar a nossa natureza, racionalidadee às vezes dignidade.
Depois há sempre os artistas que têm as frases feitas do estilo “O que não falta aí é mulher”. Se fosse assim, oh Zé Pila-Mole, as pessoas não andavam aí pelos cantos a chorarem, deprimirem-se e até suicidarem-se, por se sentirem vazias e frias só porque a chama que as iluminava está longe ou nem se quer aproximar de nós.
Agora uma coisa eu sei. A vida tenta sempre tirar muito mais do que aquilo que nos dá e que cabe a cada de nós ir à luta e conquistar aquilo que, vos garanto, não vem parar ao colo caído do céu. Esta última parte, leva-nos às razões mais estúpidas porque algumas pessoas magoam outras.......”epa ele não é muito giro”, “ela é gorda”, “kero um gajo com ar surfista” (baseei-me numa rapariga da minha turma).....será que ainda ninguém percebeu que quando tivermos 50, não é o/a sex bomb (se ainda o forem) que vai à farmácia comprar os nossos medicamentos quando tamos doentes, nos dá o ombro para chorarmos e que vai até ao inferno para nos pôr um sorriso na cara....porque para isso é preciso AMOR, e não se ama quando se está vidrado nos genitais de alguém. Não confundam o que de mais puro existe com um orgasmo momentâneo, porque isso leva a que muitos transformem a sua vida num beco sem saída."
...


2 comentários:
É tão giro ver que as pessoas quando chegam a determinada fase da vida, pouco ou nada mudam com o passar dos anos.
Existem certas coisas que fazem de tal maneira parte das pessoas que é impossivel tirá-las de dentro de nós sem que percamos a personalidade.
Podemos tentar abafá-las mas isso é só uma forma de sofrimento prolongado.
Enviar um comentário