quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Balanço de 2008


Faltam 4 horas para 2009 e estou em casa a pensar no que correu bem e mal neste 2008. Há um ano atrás estava também casa mas iludido. Iludido com pessoas e situações. Hoje apesar de não estar feliz neste dia, também sei que o sinto é real e não penso que controlo coisas que não controlo.
Começando pelo o que houve de mau. Problemas de saúde na familia, mais do que um e graves. Desilusões com relações que já tinham passado o prazo de validade. Outras desilusões que não valem a pena vir para aqui. O problema mestrado continua mas já com (algum) fim à vista. Assim de forma resumida, conta-se um ano que no seu geral foi de merda.
E agora o positivo. Relacionado com o meu lado académico. Artigos publicados por esse mundo fora. Sabe bem ver o nosso nome em bibliotecas que ficam no outro lado do planeta. Conferências. Saber que podemos argumentar com os melhores da área e ainda ficamos por cima. Novas pessoas. Muitas e de ramos diferentes. Às vezes encontram-se tesouros nos sitios mais improváveis. Os colegas no ISCTE nunca saberão o quão foram importantes para que eu mantivesse a sanidade mental. Também redescobri pessoas que o tempo se encarregou de melhorar substancialmente.
Olhando agora para isto, vejo que o ano poderia ter sido pior. Podia ter perdido o pai. Podia não ter publicado artigos. Podia não ter feito conferência. Podia estar a namorar com a mesma pessoa. Podia continuar iludido com outras pessoas. Podia não ter conhecido outras.
Acima de tudo penso que foi uma aprendizagem à bruta. A vida está constantemente a dar-nos avisos e toques para manter-mos os pés no chão. Às vezes não ouvimos. Às vezes julgamos que sabemos melhor. E pior de tudo, às vezes não ouvimos os nossos instintos.
Este ano encarregou-se de me abrir a pestana da pior maneira possível. Deixando-me bater no fundo. Bati e começo a sentir que aprendi. Muito mesmo.Ao mesmo tempo que tenho esta sensação de arrependimento de não ter resolvido situações mais cedo e não ter sido mais proactivo, também sinto que se não tivesse passado por estas situações não estaria onde agora estou. Agora não sentiria a liberdade que sinto. Nem a vontade que tenho para entrar no Mundo.
Não preciso de fugir para lado nenhum para me encontrar. Encontrei-me aqui e sozinho. Não preciso de 2 mil pessoas para me confortar para saber o que quero e quando quero. O erro foi sempre esse. Procurar noutros aquilo que só eu posso dar e descobrir.
A passagem de ano vai ser passada aqui. Com as poucas pessoas do costume. Não preciso de histerias e multidões para me sentir feliz, realizado e acompanhado. Faço-me forte da maneira como sempre me fiz, sozinho.
Para o próximo ano?
Não sei. Acima de tudo quero tentar fazer aquilo que me faz feliz e que me faz levantar da cama. Só peço uma coisa: nunca perder a capacidade e vontade para lutar. Se perder isso, perco tudo o que tenho.
Espero também o regresso de pessoas importantes.Que nunca irão saber que o são mas que me fazem ir em frente. Só isso será um enorme ganho. O resto virá por acréscimo.
Quero também começar os meus projectos e rodear-me de pessoas que estejam interessadas neles. E pessoas que me queiram bem.
Há um ano depositava muitas esperanças em 2008. Aprendi que futurologias não resultam.
Para 2009, não tenho esperanças nem expectativas. Aprendi o significado do que é viver um dia de cada vez. Foi esse "o" ensinamento de 2008.
O 2009 será para mim o ano para abrir asas e seguir em frente. Sei que só depende de mim e coragem para o fazer não falta.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E não é que ela voltou....

Hoje voltei a ver-te quase 3 meses depois. Quem diria que ainda te lembrarias de mim. Mas com esse rabo de cavalo identificava-te a 3 km de distância.
O nariz empinado é que não te fica nada bem.
Bem-vinda.

domingo, 30 de novembro de 2008

E se hoje fosse um dia qualquer?

Se hoje fosse um dia qualquer, estaríamos a aproveitar o facto de amanhã ser feriado e estaríamos num sítio qualquer a falar das tretas do costume. A fazer piadas parvas sobre as pessoas parvas que nos aparecessem pelo caminho. Com as queixas do teu trabalho e do meu mestrado.
Mas já não é possível. Já não cá estás. A doença levou-te para longe dos teus amigos, dos teus pais,da tua familia e dos teus colegas. Hoje fazem 6 anos que desapareceste. Fazem 6 anos que as saudades não páram de aumentar. A nós restam-nos as memórias das conversas, dos momentos, das piadas e das risadas. Pena que com o tempo, a memória das coisas mais simples e básicas, como apertos de mãos, o som da voz e os tiques mais elementares se comecem a desvanecer. Mas os momentos, esses ninguém mos tira. São pedaços de história congelados no tempo que guardo e os levo para todo o lado.
Há 6 anos atrás, estava um dia frio e um cemitério cheio de pessoas que quiseram despedir-se de ti. Poucos dias antes, fui eu que o fiz sentado à beira da tua cama do hospital. Foste forte, não quiseste chorar apesar de saberes a gravidade da tua situação. Eu acreditei sempre que serias forte para ultrapassar esse momento. Nunca sonhei que seria o último aperto de mão, a última conversa banal. Se o soubesse tentaria preparar palavras intemporais para me despedir de ti, palavras que levasses para onde estás e nunca esquecesses este teu amigo. Palavras que te diriam que foste o meu primeiro grande amigo de infância e foste das poucas pessoas que nunca desistiu de mim quando todos os outros o fizeram. Que eras das poucas pessoas a quem eu confiaria a minha vida. Juro que o faria se o soubesse.
Logo após o teu funeral, decidimos homenagear-te. Fomos todos juntos para um local tranquilo,conversar. Parece estranho que o tenhamos feito logo após um funeral mas conseguimos fazê-lo. Como se estivesses ali, junto de nós.
Alguém uma vez disse que uma pessoa só morre quando a última pessoa que se lembra dela, morre também. Da minha parte posso-te dizer que levo o que de bom tinhas e nos deste para todo o lado. Da minha parte, digo-te que o irei fazer enquanto respirar.
Gostava de dizê-lo à tua frente. Mas não posso.

Quem me dera que hoje fosse um dia qualquer...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pensamentos soltos



A amizade, carinho, cumplicidade, companheirismo e o apoio constante são coisas muito bonitas, não são? Principalmente para quem as tem.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Obrigado

Obrigado a todos os meus amigos, pela ajuda, palavras e paciência.
Do fundo do coração.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ahh, afinal era por causa disto que...


Descobri hoje que andei os últimos 2 anos e tal mal-disposto. Não será necessário dizer que descobri isto porque a causa de tal também foi descoberta, passe a redundância.

Conclusão, agora tenho uma leveza tal que tenho que recuar anos para me lembrar da última vez que me senti assim.

Existem pessoas que nos consomem de várias maneiras. É dificil explicar mas tenho a sensação que nos últimos anos alguém me consumia muita energia só pela mera presença. Muita exigência e pouco retorno faz-nos isso. Pior ainda é quando achamos que precisamos desse consumo para ter "normalidade" na nossa vida. Os hábitos, bons e maus, viciam-nos. E como qualquer vírus que quer sobreviver no organismo, a separação é dificultada ao máximo mesmo que desejada. Mas como uma bonança que vem após uma tempestade, o desmame (ahh ganda Camões) traz uma claridade de pensamento que permite análises antes impossiveis.

Agora resta pegar nos projectos e andar em frente. O passado lá ficou e as suas aprendizagens cá permanecem. Não existe maior luxo do que uma consciência tranquila. Essa conquista ninguém ma tira. Essa liberdade ninguém ma tira.


P.S.: Sabe bem ouvir o "Creep" dos Radiohead em versão acústica neste momento. Está lá em baixo na rádio Carrasco.

Há quem espere por D. Sebastião....

Por onde andas tu?
Já há umas semanas que não te vejo.
Sempre que entro naquele refeitório cheio de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem ligo o radar e desde o principio de Setembro que nicles. Enfim, vê se dás o arzinho da tua graça para "lavar" a vista aqui ao jovem. Mesmo local, mesma hora e nos dias do costume.

domingo, 21 de setembro de 2008

Once upon a time...


Em Outubro de 2003, num intervalo de uma das primeiras aulas do meu último ano de licenciatura, alguém aponta para ti e diz-me: "Ali vai a caloira mais bonita deste ano". Olhei para ti e realmente chamavas a atenção. Não sei se eram as tuas feições dóceis, o cabelo encaracolado comprido ou alguma doçura escondida no teu olhar, só sei que olhei uma vez e passei a olhar o resto do ano.

Até ao fim do ano nunca fui capaz de te dirigir uma palavra (boa, estúpido!), apesar de estares a 3 salas de distância no teu curso de economia.

No sábado, vi-te. Ou melhor tu viste-me a mim primeiro. Não te reconheci à primeira, sem saltos altos ficas diferente (mais baixa, duh). Reconheci-te pelo teu olhar e pela forma como te fixas-te no meu olhar e depois o desvias-te quando percebeste que eu fixei o teu. Continuas com essa doçura escondida no teu olhar.

Há 5 anos estava eu comprometido e tu não. Hoje a situação inverteu-se. Mas os olhares dizem muito. O teu disse muito mais do que certamente quererias naquela hora de almoço nas docas.
E eu penso: "E se...."

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Guiding Star


É bom saber que alguém guarda umas orações por nós. Por muito que nos ajude saber que temos umas "estrelas" lá em cima a puxar por nós, é também bom que existam estrelas cá por baixo a dar uma força. Obrigado.

É isso mesmo



Não costumo comprar ou ouvir os CD's desta menina. Mas nesta música e letra ela acertou mesmo em cheio. Cor-de-rosa, compreendo-te.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Uma questão de perspectiva




O tempo é curioso. A distância e o fosso que vai criando entre nós e os acontecimentos passados permite-nos uma avaliação diferente e crescentemente mais racional.
O mais interessante de tudo é conseguirmos perceber que muitas vezes algumas fatalidades que, julgamos que, sofremos são no seu mais profundo núcleo oportunidades de mudar e melhorar o nosso rumo.
É não só uma questão de perspectiva mas também uma questão de realismo prático.

I stay away



Hoje sinto-me assim.....
Quando existe algo que incomoda, afasto-me.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Primos


Queridos primos,

Voçês são grandes, mal-cheirosos, mal-educados e sem a minima noção da vossa condição canina. Mas apesar de tudo voçês são dos meus seres vivos favoritos e não consigo ficar muito tempo sem estar com voçês, cães malucos.
Tenho muitas saudades vossas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Para quem não queria trabalhar hoje



Querida amiga,

Depois de ver a tua vontade em voltar para a tua secretária deixo aqui algo para te ajudar a superar a dor de burocracias com a segurança social.
Força nisso.....

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Grande Curry Cabral


É impressão minha ou hoje era dia da "grossa" no Hospital Curry Cabral? Aquelas médicas estão a dar cabo de mim.
Por isso aqui vai um recado mesmo para quem não o vai ler.

"Caríssima médica do Curry Cabral que costuma almoçar por volta das 2 da tarde e anda sempre de rabo de cavalo,
Gostaria de te dizer que bem que podias abandonar a mesa dos colegas de profissão e juntar-te a uma mesa onde se pudesse dar desenvolvimento à troca de olhares já com mais de um mês de idade.
Nem que seja só para dizer que a minha presença te incomoda e achas que tenho cara de tarado. Assim resolvia-se já a questão. Caso contrário sou solteiro e (acho eu) bom rapaz"

Ângela, antecipando o teu interrogatório. Tem à volta de 1,75m , fisico normal, olhos e cabelo castanho. Não é espampanante mas o conjunto resulta bem. E não, não sei a especialidade e não tem aliança.
Mais perguntas tens ali a caixinha de comentários.

Filme



Está bem ... está bem.
Afinal até tem alguma piada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Figura de Urso Queridinho



O que é fazer figura de urso queridinho?

É fazer isto mesmo que está na foto....mas com um telemóvel na mão.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Hibernação Sentimental


Hoje descobri um nome para a fase que estou a passar neste preciso momento. Estou numa fase de hibernação sentimental com muita pouca paciência para me preocupar com estes assuntos agora.
A capacidade de adaptação do ser humano é algo de extraordinário. A mudança de hábitos, que às vezes pensamos que são quase parte do nosso código genético, apesar de tudo consegue ser feita gradualmente. Uma longa (se calhar nem tanto...) caminhada à frente. Um passo de cada vez...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Boas-vindas




Ao consultar o mapa das frequências do blog, descobri que metade das pessoas que aqui "chegam" são do outro lado do Atlântico.
Deixo-vos uma pequena mensagem de boas-vindas aqui ao blog e ao meu local de insanidade. Voltem sempre.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Passo seguinte


Precisa-se: renascer como a Fénix.
Sem medos e receios.
Sorrir e enfrentrar os novos desafios.
Se não mata, fortalece.
Precisa-se: renascer como a Fénix.

A minha "maninha"



Apesar de tudo o que perdi este ano, existem coisas que ganhei.

Num telefonema, que posteriormente foi seguido de muitos almoços, ganhei uma "maninha".

Apesar de os nossos laços genéticos serem, do ponto vista legal, nulos ela preocupa-se comigo como se eu fosse um verdadeiro irmão mais novo. Ouve-me, aconselha-me e já me conhece bem ao ponto de antecipar aquilo que vou fazer.

E ainda temos a vantagem de falar sobre tudo. Desde a alegada (para mim não é alegada) homossexualidade do Homem-Aranha até aos vencimentos (inflacionados) dos representantes da Nação.

Segundo relatos que me chegam, a minha maninha está a pensar dar-me um "sobrinho/a". Fico à espera dessa grande surpresa tua e do teu maridão, mas sem pressões. Aqui o "tio" está com pouco dinheiro para prendas.

Pela paciência, atenção, carinho, amizade, preocupação e dedicação aqui deixo o meu mais profundo obrigado de um "maninho". Curioso é sermos ambos filhos únicos.


ps: Esqueci-me... chama-se Ângela.

terça-feira, 29 de julho de 2008

E enfim .... o fim!



Curioso como quase de 5 anos de um relacionamento com altos e baixos chega ao fim num segundo.
Curioso como tudo se dissolve dentro de um autocarro 32 a passar pelos restauradores a meio da tarde de 2ª feira.
Curioso como a rádio Carrasco, em modo shuffle, mudou para "can't get you off of my mind" do Lenny Kravitz ao mesmo tempo que comecei a teclar estas palavras.
Se calhar já deveria ter sido feito à mais tempo. Se calhar.... Nunca o irei saber de certeza.
Acima de tudo fica um vazio de uma presença que com boas e más memórias que foi a minha maior companhia dos últimos 4 anos. Por muito que se esperasse, dói sempre um pouco.
Enfim....olhar em frente.
Obrigado pelo apoio de todos os que conversam comigo e me dão mais um dia de sanidade.
Obrigado do fundo do coração.

ps: um pouco de Ornatos para ilustrar os acontecimentos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Será que também passas noites acordada?



Para alguém que há mais de 10 anos, ocasionalmente, me tira noites de sono e faz-me pensar.... em silêncio.
Será que também suspiras? Será que a tua cabeça também tem a consciência do "não" e ao mesmo tempo na profundidade daquilo que és sabes que queres que "sim"?
Só faltou um "olá". Só faltou um pormenor. Só....tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Yoga Mental



A propósito de yoga mental fica aqui um videozinho com alguns anos de uma banda que se chama(va) Mansun. A música: "Wide Open Space".

Silêncio


O silêncio em redor de nós é um manto muito ambíguo.

Para a maioria de nós assusta-nos. A mim também.

Obriga-me a pensar e a confrontar a realidade daquilo que se passa à minha volta. E isso é absolutamente assustador. No inicio estranha-se sempre. Dou por mim a conseguir ouvir aquilo em que penso. E aí, não dá mesmo para fugir de nada. Pode-se fugir de muita coisa mas nunca se pode fugir de algo que está na nossa cabeça.

Mas agora entra a parte curiosa. Depois de se enfrentar o medo do silêncio e aquilo que se esconde lá bem no fundo dos nossos pensamentos, o silêncio acaba por se tornar num valioso aliado. Ajuda, e de que maneira, a ver coisas com muito mais clareza. A partir daqui as perguntas tornam-se mais fáceis de responder. Não existe maior luxo na vida do que conseguir andar de cabeça levantada.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Close... but no cigar



Sábado. Meio da tarde. Local: Igreja e em pleno casamento.
Tento manter-me acordado e fingir interesse naquilo que o padre irlandês está a (tentar) dizer em espanhol. De repente, algo chama-me à atenção. Vestido preto, olhos bonitos e interessante. Analiso-te. Cabelo castanho longo e ondulado...gosto. Rosto bonito e com a particularidade de ser das poucas mulheres que fica genuíamente bem de óculos. "Sim senhor", penso,"temos candidata". Sorriso bonito. "Hun hun". Embora jovem já com um filho nos braços (nesta altura isso já não interessa) e sem "guarda-costas" ou alianças. O quadro compõe-se. Corpo perfeitamente normal. Perfeito, no meio é que está virtude. Chego-me para o lado para ver melhor. O que é isto? Meias de rede e sapatos vermelhos de salto alto? Num casamento e ainda por cima é a madrinha de casamento? Epá....assim não dá mesmo. Desculpa lá, mas não sou Jesus nem faço milagres. Às vezes as pessoas perdem-se nos pormenores. Esta é o exemplo perfeito disso.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Orange Sky



Sobre percursos, salvação e aquilo que dá sentido à nossa vida. Vale a pena ouvir a letra com atenção. O vídeo pouco ou nada tem a ver com a música.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Makes you wonder

Encontrei este poema enquanto vadiava pelo ciber-espaço.
Vale a pena pensar no conteúdo.

"Have you ever watched kids
On a merry-go-round?
Or listened to the rain
Slapping on the ground?
Ever followed a butterfly's erratic flight?
Or gazed at the sun into the fading night?
You better slow down.
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.
Do you run through each day
On the fly?
When you ask
How are you?
Do you hear the reply?
When the day is done
Do you lie in your bed
With the next hundred chores
Running through your head?
You'd better slow down
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.
Ever told your child,
We'll do it tomorrow?
And in your haste,
Not see his sorrow?
Ever lost touch,
Let a good friendship die
’Cause you never had time
To call and say,"Hi"
You'd better slow down.
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.
When you run so fast to get somewhere
You miss half the fun of getting there.
When you worry and hurry through your day,
It is like an unopened gift....
Thrown away.
Life is not a race.
Do take it slower
Hear the music
Before the song is over."
- Anonymous -

quarta-feira, 2 de julho de 2008

As minhas "malucas"


Hoje o dia não começou bem.

Várias razões, vários motivos, várias pessoas.

Mas duas pessoas alteraram a situação.

A A. que com a sua racionalidade e calma consegue pôr-me a pensar de forma direita e evitar doideiras (que eu sou maluco).

A M. que com a sua preocupação para comigo, não desiste de saber o que se passa e não descansa enquanto não tirar um sorriso de mim. Para não falar do relax 5 estrelas no parque.

A ambas o meu obrigado pelo apoio de hoje. Valeu.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Parabéns


Apesar de tecnicamente ser dia 30, ainda não me fui deitar por isso é dia 29.

Isto tudo para te desejar a ti, um feliz aniversário.

Muitos parabéns amiga. Que tenhas tido um dia cheio de coisinhas boas e com as pessoas que mais gostas.
Em breve, estarei ao pé de ti para te dar um grande abraço de parabéns.
Muitos beijinhos.
p.s.: espero que gostes aqui do farrusco com o bolo.

domingo, 29 de junho de 2008

Good tears


Hoje o meu pai leu a dedicatória e agradecimentos da minha tese.

Quando me viu, disse-me: "Não nos tens que agradecer. Se quiseres retribuir, um dia quando tiveres filhos fazes a eles aquilo que nós te fizemos a ti."

E depois não há-de uma pessoa emocionar-se.

No fundo, eu tenho algo que muitas poucas pessoas têm e devia sentir-me feliz todos os dias por isso.

sábado, 28 de junho de 2008

saudades


Existem lições de vida que dificilmente conseguimos esquecer ou até reparar.
Uma dessas lições já-me foi dada por várias pessoas. A mais marcante foi certamente da minha avó.

A minha avó era uma mulher como existem poucas. Nos anos 50, em Portugal, ficou viúva com 3 filhos. Para além de os conseguir alimentar, conseguiu ainda abrir um negócio (um cabeleireiro) que prosperou durante 30 anos. Se hoje é dificil abrir uma loja, nos anos 50 em Portugal para uma mulher era perto do impossível.
Na adolescência nunca damos muita atenção aos nossos avós. Queremos é sair com os amigos, ouvir música e fazer estupidezes fora de casa.

Quando a minha avó morreu e começaram as partilhas encontraram um livro que a minha avó lia com regularidade. Lá dentro tinha um papel e um envelope. No papel pedia que me entregassem o envelope. Abri o envelope e encontrei um poema que o meu pai escreveu à minha avó quando tinha 9 anos. Era um poema que tinha sido oferecido como prenda do dia da mãe de 1955, curiosamente o ano em que ela ficou viúva. A minha avó não deixou mais nenhum papel para ninguém, nem a filhos nem a outros netos, deixou só a mim.
Durante anos sentia que a minha avó olhava para mim de maneira diferente daquela que olhava para os meus primos. Provavelmente sentiria que eu era diferente ou então teria mais esperanças em mim do que nos meus primos.

Independentemente do que ela sentiria tenho a certeza que ela apreciava mais a minha companhia do que muita gente que a rodeava. Sabia que podia conversar comigo sobre muitas coisas que não banalidades habituais.
Eu em vez de corresponder e dar um pouco do meu tempo, daquelas muitas horas onde não se faz mais nada senão olhar para a televisão, fazia exactamente isto que acabei de descrever. Cada dia que passa sinto mais falta da minha avó, das suas conversas e por ter cada vez mais consciência que ela era uma num milhão. Tenho pena de não ter aproveitado a sua companhia até ao último segundo. Agora não resta mais nada senão suspirar.

A grande lição que tirei daqui, e de outros exemplos parecidos mas não tão marcantes, é que é preciso dar valor às pessoas enquanto as temos por perto. Antes de mais, é preciso saber escolher quem nos faz feliz e ter essas pessoas por perto. Depois é saber aproveitar a companhia, a amizade e os momentos.
Por essa razão penso sempre muito bem no que vou dizer quando me aborreço com alguém. Não vale a pena magoar ninguém a não ser que em caso de absoluta necessidade.

Tenho saudades da minha avó. Da forma como ela falava comigo, contava a história da vida dela, me tratava como um adulto antes de o ser, da alegria que ela sentia com a minha presença, da sua maneira de ser interessante. Quanto mais velho fico, mais percebo como ela era importante. Todos os segundos da minha vida.......

terça-feira, 24 de junho de 2008

A small step for a man...a giant step for cure


O meu pai hoje contava-me que precisava de cuecas novas para vestir lá no hospital. Também dizia que tinha pena caso tivesse uma cólica intestinal ou algo semelhante as cuecas iriam para o lixo.

Eu sugeri: "Porque é que não pões uma rolha?".

Ele responde: "Pode ser mas tem que ser daquelas de plástico para lavar e voltar a pôr no rabo".

Ter sentido de humor para brincar com a própria situação é um daqueles pequenos passos necessários para a cura.

Menos uma etapa que tens que percorrer. :)

Amor: o oxigénio venenoso?


Em limpezas no PC encontrei este texto escrito em Julho de 2003.

Na altura escrevi-o para alguém que ocupava um espaço dentro de mim e que já não o ocupa. Mas é interessante ver passados 5 anos a minha visão sobre o amor, talvez com alguma ingenuidade. Para a posteridade, aqui ficam os escritos.......
"Este ensaio era para se chamar guilhotina testicular, porque para nós os que levamos o amor como uma peça que encaixa dentro de nós e nos faz andar, ver a vida com cores de onde antes só saía preto e branco, amor ou melhor a falta dele ou retorno dele, faz-nos sentir a falta daquilo que mais desejamos.
Quando digo nós, refiro aquela percentagem talvez pequena, talvez não, de seres humanos do sexo masculino, que tem uma opção de vida, que é procurar algo para além do simples prazer fisico e imediato, e procurar uma companheira que nos preencha as “peças que faltam do puzzle” da nossa alma.
Mas o que tem isso do amor, para fazer tanta falta? Bem, amor dá-nos um sorriso estúpido para tudo o que façamos ou olhamos. Parece ridículo e é, porque ver alguém que acabou de chumbar a uma cadeira mas que continua a mostrar um sorriso completamente estúpido só porque alguém lhe ligou a dizer que era a coisa mais importante do mundo, não deveria ser normal e aí está a beleza de tudo. É que este sentimento não tem nada de racional.
Não tem nada de racional pois ficamos completa e totalmente sem qualquer capacidade de raciocínio. Torna-se numa droga que precisamos e sem qual não sabemos viver, comer, respirar. É como se ficassemos com 2 cérebros, 2 formas de pensar e agir, sendo aquela que aparece com o sentimento, e que não conseguimos compreender é muito mais forte e assustadora. Torna-nos frágeis, receosos e mais importante tira-nos o controlo sobre a nossa felicidade porque é como que se o nosso coração ficasse dependente da vontade e querer de outra pessoa.
Por isso ficamos tão frágeis, por deixarmos de controlar o destino que queremos e isso assusta-nos. Talvez será isso que nos torna tão felizes quando temos o retorno que procuramos, porque sentimos que ganhamos algo, apostamos e saiu certo.
E essa sensação de “consegui” é uma das maiores drogas de adrenalina, que já alguma vez existiram na Humanidade, e continua a ser, porque nos torna realizados e o amor talvez será só isso, a vitória do coração.
Não quero dizer com isto, que o amor será apenas conseguir algo, não... é mais do que isso é sentirmo-nos completos, encontrar a peça que nos falta, porque nos compreende e nos sente e precisa de nós tanto como nós precisamos dessa “parte”.
E que acontece quando amamos e não somos amados? Essa parte geralmente é aquela que muita gente fala mas ninguém quer imaginar (apesar de o imaginar muitas vezes) que a pessoa desejada pode não querer esse afecto. Como é possível que alguém não queira o nosso coração? Alguém que nós achamos tão especial e perfeito, estar a rejeitar-nos? Não é possível!
É essa desilusão que dá origem a centenas de filmes, e canções em que nos revemos e que nos põem a olhar para o luar pela janela, enquanto gotas de chuva batem no vidro, com o quarto às escuras e só o luar consegue revelar as lágrimas que correm pela cara abaixo......é geralmente o quadro que revela um “não” quando poucas horas antes daquela peça que supostamente iria encaixar na perfeição mas ao que parece pensa de maneira diferente.
Suportar essa tortura, de “tenho tanto para te dar e porque não queres? Porque rejeitas? Porque não sorris, me abraças e me levas à Lua?” torna-se insustentável.
Que fazer num situação destas? Muito sinceramente, não sei, porque se o soubesse, não saberia escrever este ensaio, que aos/às mais sensíveis já roubou 3 pacotes de Kleenex da carteira da mãe, mas que não pode ser dissociado da personalidade ou com prioridades de cada um. Existem pessoas que só querem brinquedos novos ou status e que não conseguem perceber o que escrevo aqui. Andam sempre com o sorriso arrogante, que parece que têm uma cassete com o “walking on sunshine” enfiado no rabo, e querem dar o parecer de superioridade, mas a minha resposta é só esta: “Irrita-me a felicidade de todos estes Homens que não sabem que são infelizes” – Fernando Pessoa (Inês, obrigado pelo livrinho).
Quer dizer, cada um sabe da sua vidinha, mas não conheço ninguém depois de provar (ou cheirar) o doce nectár do amor tenha ficado indiferente. É por isso que este sentimento tem essa força universal e que move tudo e nos faz contrariar a nossa natureza, racionalidadee às vezes dignidade.
Depois há sempre os artistas que têm as frases feitas do estilo “O que não falta aí é mulher”. Se fosse assim, oh Zé Pila-Mole, as pessoas não andavam aí pelos cantos a chorarem, deprimirem-se e até suicidarem-se, por se sentirem vazias e frias só porque a chama que as iluminava está longe ou nem se quer aproximar de nós.
Agora uma coisa eu sei. A vida tenta sempre tirar muito mais do que aquilo que nos dá e que cabe a cada de nós ir à luta e conquistar aquilo que, vos garanto, não vem parar ao colo caído do céu. Esta última parte, leva-nos às razões mais estúpidas porque algumas pessoas magoam outras.......”epa ele não é muito giro”, “ela é gorda”, “kero um gajo com ar surfista” (baseei-me numa rapariga da minha turma).....será que ainda ninguém percebeu que quando tivermos 50, não é o/a sex bomb (se ainda o forem) que vai à farmácia comprar os nossos medicamentos quando tamos doentes, nos dá o ombro para chorarmos e que vai até ao inferno para nos pôr um sorriso na cara....porque para isso é preciso AMOR, e não se ama quando se está vidrado nos genitais de alguém. Não confundam o que de mais puro existe com um orgasmo momentâneo, porque isso leva a que muitos transformem a sua vida num beco sem saída."


...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Avaliações e Mudança


Os primeiros 6 meses do ano estão a acabar.

Hoje dei por mim a recordar a primeira metade de 2008. Foi realmente, até agora, um ano intenso. Por boas e más razões. Comparando com 2007 que foi um ano bastante calmo, este nos primeiros meses já tem muito para se contar.

Começando pelas boas razões. Apesar de ter muito com que me congratular este ano, a verdade é que só poderei recolher os beneficios do que correu bem até agora, no minimo, na segunda metade deste ano. Apesar de terem sido notícias extraordinárias.

Nas más acontece exactamente o inverso. Tudo o que tinha que acontecer, aconteceu. E em grau de proporção foi tão forte ou mais do que aquilo que de bom aconteceu. Apercebi-me da fragilidade da vida. E que num simples momento tudo pode mudar. Num segundo uma vida inteira de convivência, amor, carinho e cumplicidade pode desaparecer para sempre. Não sei o que teria feito caso este acontecimento tivesse tido as piores consequências possíveis.

Ao mesmo tempo são estes momentos que nos dão outras perspectivas. Vemos quem está realmente ao nosso lado para nos ajudar nas nossas "batalhas" e quem só gosta de nós quando há fogo-de-artifício mas que quando caem as canas, acabou a camaradagem.

Nestes meses por várias vezes apercebi-me disso e começo a preparar uma "reciclagem".

O facto de ser nativo Touro, não que ligue alguma coisa a horóscopos, faz-me resistir à mudança. Mas elas são parte integrante da vida e começo-me a consciencializar disso. Já o tinha percebido há muitos anos atrás mas entre o perceber e o interiozar vai uma certa distância. Quer goste ou não, mudanças são a força dinâmica da vida. Pior de tudo é perceber que coisas que achávamos que faziam sentido na nossa vida, no fundo têm que ser mudadas e nos fazem mal.

Força para esse tipo de mudanças não é fácil de arranjar. Mas aquilo que tem que ser, traz e tem muita força. Como diz a minha mãe: "mais vale tomar decisões dificeis agora, do que mais tarde tomá-las com consequências bem piores". Não há melhor sabedoria do que a experiência.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Decisions, Decisions, Decisions ...


A vida basicamente consiste num conjunto de decisões. A grande maioria delas são relativamente fáceis e não nos incomodam. Mas existem outras que nos obrigam a buscar força dentro de nós e que são bem mais dificeis. São essas mesmo que nos definem como pessoas e que nos ajudam a definir quem nós somos.

Existem duas formas de lidar com estas decisões: ou se enfrentam ou se evitam.

Evitar tomar decisões é a forma mais cobarde de lidar com questões que não queremos e muitas vezes é adiar o inevitável. Ao mesmo tempo é uma forma de evitar, aquilo que os militares chamam, danos colaterais. Tendo todos nós laços sociais, custa muitas vezes decidir coisas que serão melhores para nós mas que vão afectar terceiros. Nestes terrenos é muitas vezes dificil evitar o definir do "bom" e "mau" da fita. A questão depende sempre da perspectiva, prioridades e dos valores de cada um de nós.

Enfrentar a realidade de cara lavada é bem mais complicado. E também mais honesto. Será essa a frontalidade que nos ajuda a construir a felicidade? Será que a felicidade, ou a definição utópica que a acompanha, é um construir de realidades que nos agradam à nossa volta? Ou será que tudo aquilo que nos faz feliz depende sempre do contexto em que está inserido ou do momento em que o vivemos?

É dificil assumir que, como diriam os U2, "i still haven't fond what i'm looking for". Ou mais dificil ainda será olhar no espelho e dizer: "I don't know what i'm looking for" ou "i'm confused about what i'm looking for".

O grande problema das decisões dificeis é o caracter de irreversibilidade que estas têm. O saber que não se pode fazer "save as..." num momento da nossa vida e se correr mal podemos voltar atrás e corrigir, sobe a parada e muito.

Se calhar é esse o sabor de vitória que os aventureiros sentem quando são sucedidos. Souberam que arriscaram e ganharam e mesmo que não ganhem nada, a viagem soube-lhes bem.

Neste momento preparo-me para a aventura. Um passo no escuro, um voltar atrás no tempo. Ao mesmo tempo um libertar e renascer depois de muito tempo fechado na concha. Preparo-me para a aventura e penso: "espero que, pelo menos, a viagem saiba bem..."

Novo personagem



Entrou um novo personagem no meu quotidiano.

É o Frúfrú Migu. Um gato algo temperamental. Mas como alguém diria: é "fofinho".

quarta-feira, 18 de junho de 2008

reminiscências

Back To The Moment - Slashs Snakepit

Ouço esta canção há anos. Só ultimamente percebi o seu significado.

"Back to the Moment" by Snakepit

You say you don't wanna go but you've got to understand
That you're so far away from me and I'm all alone
Even when you're standing next to me
Deep inside, I feel you want to go free

I wanted you eternally
I see the truth, now that you've lied to me

Can't you see that the pain breaks me in two
It takes me from you
I feel it stop my beating heart, with every little thing you do
It tears me apart, please make it stop and be mine again
So we can take it right back to the moment
Where we start again

And baby, you say you already know
But you won't ever understand
What it's like to feel you slippin' away from me
I'm down on my knees
Even though I tried to carry on
Deep inside, I feel like I'm the only one

I wanted you eternally, but I see the truth
Now that you've lied to me
Oh and you lie to me

Can't you see that the pain breaks me in two
It takes me from you
I feel it stop my beating heart, with every little thing you do
It tears me apart, please make it stop and be mine again
So we can take it right back to the moment
Where we start again

I feel like you're taking away
My everything, my everything
'Cause everything you say and do
It's like your playing a part
When the curtain finally closes
I wonder if you're going to take a bow
Before you break my heart, before you break my heart

Now listen to me
Can't you see that the pain breaks me in two
It takes me from you
I feel it stop my beating heart, with every little thing you do
It tears me apart, please make it stop and be mine again
So we can take it right back to the moment

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Apetecia-me

Hoje apetecia-me:

- ser violento
- chamar os nomes aos bois, neste caso poderemos mesmo utilizar a palavra boi sem ""
- apetecia-me a tua companhia
- ouvir a tua voz
- ser capaz de curar com um abraço
- ter uma das minhas "fundações" aqui em casa
- não ser educado e politicamente correcto
- recomeçar de novo
- serenidade, acima de tudo isso

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Amizade

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Obrigado pelas palavras.......

Alma



E quando a alma quer gritar e a boca não se abre?
O que fazer?

domingo, 13 de abril de 2008

Simples



A verdadeira beleza está nas coisas mais simples.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pelo dia de Hoje


Pelo dia de hoje, mereces 20 valores.

As razões deste valor so eu as sei e não partilho.

:)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tempo



Às vezes a vida atinge-nos de forma que não esperamos. E a surpresa vem sobre diferentes formas e feitios.

Percebemos que o tempo anda mais depressa que nós quando vemos uma colega do secundário, que não víamos há 10 anos, à espera do primeiro filho, em pleno Corte Inglés.

Joana, espero que tudo corra bem na chegada do teu bébé.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Obrigado!

Amiga,
obrigado por este almoço, conselhos, ouvidos e acima de tudo a amizade.
Sei que também não estás numa altura fácil mas mesmo assim estiveste ali aquele tempo todo preocupada comigo.
Apesar de pouco poder fazer por ti, sabes que podes contar sempre comigo para te ouvir e desabafar. Sei que gostas destes bichinhos e espero por poucos minutos consigas tirar a cabeça daquilo que te preocupa.

sábado, 29 de março de 2008

O meu diário Migu



Este post será certamente dos mais difíceis que alguma vez irei escrever. Não porque o assunto me desagrade mas porque me vai obrigar a "abrir" a cabeça de uma forma que poucas vezes a fiz.

Não sou fã de pessoas que têm não-sei-quantos blogs e que surpreendentemente têm sempre assunto para escrever em todos eles. Sou reservado, tímido e às vezes inseguro e nada mais me faz sair da minha zona de "conforto" do que me abrir a terceiros. Sou assim e só quem me conhece muito bem é que me sabe "dar a volta" para pôr tudo cá fora. Este post é feito em honra da pessoa que mais lutou para que eu abrisse este "espaço". Provavelmente ela saberia bem melhor que eu os efeitos destes espaços muito pessoais teriam no autor do mesmo. Espero ainda pelos benefícios desta honestidade auto-imposta que tem que reinar neste local.


Voltando ao importante.

Eu tenho um diário que se chama Migu. É um diário como muitos que existem. Tem capa e páginas por "dentro" mas este diário tem a particularidade de ser uma pessoa.

À primeira vista, para quem não conhece, tem uma capa rija. Apesar do ar amigável consegue em 2 segundos e mexendo só muscúlos da cara (tirando o habitual cruzar de braços) pôr à distância o mais insistente operador de telemarketing. Mas ao mesmo tempo que consegue ter esta cara carrancuda, consegue também sorrir de uma maneira que ilumina uma sala e dar gargalhadas capazes de fazer o maior maníaco-depressivo rir-se até à incontinência total. A capa do meu diário também tem uma voz com uma ligeira roquidão, que lhe dá um toque inconfundível, e um nariz à maneira. O nariz não sei explicar mas fascina-me. Não tem nenhum defeito ou qualidade fora do normal mas é estético, arquitetónico, poético ou aquilo que lhe quiserem chamar. É giro o raio do apêndice olfativo.

Outro aspecto giro no meu diário é a cara. Não consegue disfarçar a surpresa. Sempre que surpreendida, pela positiva ou negativa, arregala os olhos. Uma particularidade: se a surpresa for boa ela ao mesmo tempo que arregala os olhos fica boquiaberta por uns segundos.


As páginas do meu diário é uma questão mais complexa. Nem sei bem por onde começar. É a parte mais complicada de quando se tem muito para dizer. Ao mesmo tempo que tudo parece importante, as ideias amontoam-se e os pensamentos perdem-se nas recordações das situações que os comprovam.

Começando de forma simples, o meu diário é uma pessoa inteligente, afectuosa, emotiva, impaciente, por vezes impulsiva, muito educada, "eléctrica", com bom-senso (uma qualidade que a deixa particularmente orgulhosa), ambiciosa, orgulhosa, nervosa e uma excelente amizade. Uma vez fizemos uma lista com as suas qualidades e defeitos. Haveria certamente muitas mais características para adicionar aqui mas o que se pretende aqui não é um perfil psicológico objectivo, até porque eu nunca teria a imparcialidade para o fazer.

As páginas do diário lêem-se inicialmente muito bem. É uma pessoa que liga muito bem com as pessoas e, desde que a pessoa seja aparentemente normal, troca com facilidade 2 dedos de conversa e não tem problemas em mostrar os lados mais superficiais (no sentido de superficie e não de futilidade) da sua personalidade.

O desafio aparece aqui. O meu diário e eu partilhamos uma (entre outras) característica. Quanto mais profundo nos querem descobrir mais difícil é deixar-mos que tal aconteça. Por isso quanto mais leio as páginas do meu diário mais difícil se torna o virar das páginas. Não que o conteúdo perca interesse, muito pelo contrário, mas porque o próprio diário dificulta a passagem a outros capítulos. A ideia da exposição do nosso ser mais íntimo, a nudez emocional, fragiliza-nos e assusta-nos. É um traço comum que temos e ambos sabemos que connosco só se vai lá com o tempo e com a força da técnica e não o inverso. Quem não respeitar isto, a primeira reacção será fechar a concha e não deixar entrar nada nem ninguém.


Poderia continuar aqui a deambular sobre traços de personalidade do meu diário mas estaria a fugir aquilo que no fundo a ando a evitar desde o início. Sempre disse que em tudo na vida mais do que "quê's" interessa-me os "porquês". Porquê é que o meu diário é importante? O que tem de especial?

Hoje em dia é-nos tão mais fácil criticar do que apreciar. Provavelmente a crítica não se afeiçoa e por isso não se fragiliza, logo faz-nos parecer mais fortes. Muitas vezes refugio-me nesta camuflagem e essa é uma das razões porque este post demorou demasiado tempo a ser escrito. Antes de o começar a escrever consultei escritos passados para me relembrar daquilo que já tinha sido escrito entre mim e o meu diário. Tirando as milhares de horas de conversação e as centenas de gargalhadas que já foram dadas existe algo registado para a posteridade.

Ao ler essas passagens percebo que o meu diário olha para mim e descreve-me com um carinho muito especial. Sou "homem sensível, com coração de manteiga" e "romântico, carinhoso", segundo ela. Certamente não serei essas coisas todas mas acredito que o meu diário tem essa opinião e fico feliz por ela o achar. Por outro lado, o meu diário gosta de partilhar os nossos momentos mais divertidos com outros. Não sei porque o fará, creio que será por gostar desses mesmos momentos e por a fazerem feliz.

Mas não serão certamente só estas as razões que a tornam especial. Gostar de estar com alguém que nos faz rir acontece frequentemente com muita gente. E quando não há alegria? E quando as circunstâncias não permitem risada constante. O meu diário um dia escreveu as seguintes palavras sobre os "laços" que nos unem:


"Porque as diferenças nos aproximam.

Porque as semelhanças nos tornam mais cúmplices.
Porque a minha vida tem sido cheia de contrariedades e tu estás sempre aí.
Porque tu és muito complicado, e eu estou sempre aqui.
Porque nunca deitamos uma lágrima presencial, mas ambos sabemos que choramos por dentro e tentamos minimizar a dor.
Porque temos mau feitio e suportamo-nos com agrado.
Porque somos perfeccionistas tentamos estar sempre à altura um do outro.
Porque temos a capacidade de falar sobre todos os assuntos e nunca nos tornarmos maçadores.
Porque encontramos pontos comuns em ideais tão antagónicos.
Porque os anos de convivência já são muitos, às vezes nem precisamos falar.
Porque quando rimos, rimos juntos. E estamos sempre a rir e rir é tão bom…
Porque o destino assim quis, encontrámo-nos pelo caminho.
E porque nós queremos, temos percorrido juntos a estrada da vida.E vamos acabar velhinhos a falar do tudo e do nada, numa qualquer florista com esplanada para futuros empresários.
E a ti devo muito, mais do que a qualquer pessoa.E uma vida não chega para retribuir.
Ficam as palavras e os gestos para que sintas a gratidão.
Porque a amizade é o bem mais precioso, estarei sempre ao teu lado.
P.S. Não faz jus às tuas palavras, mas foi o melhor que consegui :)"


Estas últimas linhas não servem para mostrar como sou bom para outros. Porque se aqui existe alguém em dívida serei certamente eu. A relação com o meu diário tem mudado consideravelmente nos últimos 8, 9 meses. Quando quase toda a gente deixa de acreditar em mim, o meu diário nunca tem dúvidas. Quando a maioria das pessoas deixa de ter tempo para se lembrar de mim, ela telefona e pergunta quando é que nos podemos encontrar para falar nem que seja de trivialidades. Apesar de nunca termos chorado juntos, ela já chorou lágrimas de tristezas minhas e abraçou a minha dor e saudade para que eu não sofresse sozinho. Sempre que a maldade me bate à porta, na forma de inveja e mesquinhez de outros, ela é a primeira a ir em minha defesa e fazer o impossivel para que palavras ocas não façam estragos cá dentro.

Os 2 últimos meses não têm sido fáceis. Mesmo quando me torno insuportável, tu continuas a aturar-me. O meu diário conhecendo-me bem como conhece tem tentado de forma subtil perguntar-me o que se passa e embora eu tente desviar o assunto, ela insiste delicadamente porque não desiste de me ajudar. Gostava de ter a coragem de lhe dizer tudo o que me apoquenta, os meus "devaneios", mas isso é-me difícil de fazer. Porquê? Não sei.

O meu diário há poucos dias falava comigo com alguma indignação, e com razão, por às vezes eu fazer segredo de certas coisas com ela que não faz comigo em situações inversas. Estou a aprender a confiar em pessoas mas às vezes é dificil dar o salto para a piscina. O problema não é do diário, é meu. Citando novamente o diário sobre aspectos da minha personalidade:


"Mas o meu eu
Só eu o conheço
Ninguém se aproxima
Nem quem eu quero
Porque a capacidade de o mostrar
Desapareceu com as desilusões."


Só poderei dizer uma coisa. Estou a aprender essa capacidade. Chegarei lá em breve certamente.


Existem outras coisas que o diário não sabe, mas que as tem direito a saber.

Uma vez o meu diário publicou uma foto e disse-me que a foto representava aquilo que eu significava para ela. Era a foto de um sol. A minha resposta foi "percebi". É verdade que eu percebi, mas também é verdade que me emocionei. É também verdade que o meu diário é absolutamente nuclear na minha vida. Não o disse, mas deveria...

Há umas semanas o meu diário perguntava meio a brincar, meio a sério o que faria se ela deixasse este mundo. Devolvi-lhe com outra pergunta, se ela queria uma resposta a sério ou a brincar. Quando lhe dei uma resposta séria, disse que ficaria devastado. É verdade mas aquilo que não consegui dizer foi que se ela desaparecesse levaria com ela pedaços de mim que eu jamais recuperaria.

O meu diário não é pneu suplente de ninguém. Tem um espaço próprio e único dentro de mim e o carinho, amizade e afecto que tenho por este diário é insubstituível e inegociável.

Este diário não é só meu, também o é de muita gente. Mas a enorme cumplicidade que existe entre ambos, essa é só nossa.


Como tu ainda tens um grama de paciência para me aturar é algo que me surpreende. Pelos tempos bons e maus, com maior ou menor presença tu tens estado sempre ao meu lado a dar a tua amizade e apoio incondicional. Nunca me viraste as costas. Estas palavras são um simples agradecimento de quem arranjou esta forma um pouco cobarde de dizer coisas que já deverias ter ouvido. Sei que são palavras um pouco toscas mas são sinceras.

Sei que não gostas de coisas lamechas mas para terminar vou-te devolver algo que me escreveste há pouco tempo: "Estarei sempre ao teu lado".

Querida amiga, deixo aqui uma frase só nossa: "Luso u".

sexta-feira, 28 de março de 2008

Post em Progresso


Devido a complexidades e reflexões intensas existe um post que está a demorar um bocadinho mais a publicar do que o previsto. O objectivo será sempre o de garantir a qualidade dos escritos.
Pede-se desculpa aos visados. :)

terça-feira, 25 de março de 2008

Papás

Os meus pais são as pessoas mais heróicas da minha vida. Sempre se sacrificaram para que eu tivesse uma vida melhor que a deles e não me parece que exista maior dádiva para um filho do que essa.
Apoiaram todos os meus projectos e sempre tiveram uma confiança inabalável em mim. Sou um felizardo e todos os dias tenho consciência disso. Ensinaram-me também valores que nunca irei esquecer. Na família, por muito pequena que seja, aguentamos as dificuldades sempre juntos e partilhamos sempre as alegrias. Ensinaram-me também o valor da lealdade, da amizade e de que as coisas para resultarem é preciso lutar por elas.
O meu pai é das pessoas mais corajosas que conheço. Nunca o vi a perder a paciência para com ninguém mas sei que muitas vezes ficou a perder de forma a ser correcto com os seus valores. Há muitos tempos teve uma excelente oportunidade profissional que não aproveitou porque queria assistir ao meu crescimento. Sei que ele ficou a perder mas tive a felicidade de crescer com um pai ao meu lado. Quantos teriam coragem para fazer algo igual? Durante muitos anos pouco ou nada me dei com o meu pai mas quanto mais cresço mais percebo a sua importância na pessoa que sou hoje.
A minha mãe é uma resistente. Faz tudo o que lhe é possível para me dar mais uns gramas de felicidade. Se tive sempre amor incondicional, devo-o à minha mãe. Seria impossível pedir mais a alguém que olha para mim com tanta admiração e amor.
Quanto mais cresço mais entendo tudo o que fizeram por mim. Se existe coisa que o tempo ensina é a apreciar as coisas que voçês fizeram e a sabedoria toda que me passaram. Nunca vos poderei agradecer mas quero que saibam que transportarei esses valores comigo e tentarei transmiti-los em tudo o que faço. Obrigado por tudo.

O inicio

A conselho de alguém especial criei um espaço pessoal só meu.
Não faço a minima ideia do que venho escrever para aqui e por um lado até tenho medo de assustar quem venha.
Acima de tudo tento ser normal sempre com as minhas paranóias e a minha capacidade de observação das paranóias dos outros. Há quem goste de ver a classe média a passar na rua.... :p
Só o futuro sabe aquilo que reservo para estas linhas. Coisas boas, coisas menos boas enfim de tudo.....
Obrigado por estarem aqui....